segunda-feira, 13 de abril de 2015

Prólogo

Nunca pensei em como iria morrer, mas hoje ter uma morta rápida me parece uma boa maneira de partir. Não que eu ligue em sentir dor, porque de cinco anos para cá, tudo o que eu faço com o meu corpo e com a minha mente é fazê-los sentir dor, e a cada momento que se passa, ela só aumenta. 
Então eu não me importaria em partir agora, independente do modo de partir. Mas há algumas escolhas em que eu poderia fazer, e eu já decidi a minha.
Hoje, no pontilhão. Às dez horas da manhã.
Eu conseguirei o que quero, eu não vou mais sentir dor.